South Africa - Safari no Kruger National Park

17:44:00


Um pouco sobre a África do Sul: esse país que ainda é pouco visitado pelos brasileiros está situado no extremo sul do continente africano, sendo banhado pelos oceanos Atlântico e  Índico. Possui uma das mais belas cidades costeiras do mundo (Cidade do Cabo, que só concorre em termos de beleza natural com o nosso Rio de Janeiro), o mais bem organizado parque florestal africano, vinícolas premiadas e foi o lar de Nelson Mandela. Confesso que apesar disso esse destino também nunca encabeçou a minha listinha dos próximos destinos, mas as oportunidades aparecem em nossas vidas quando menos esperamos. Hoje, posso garantir com muita certeza que essa viagem foi uma das mais gratas surpresas que pude vivenciar esse ano. O lugar possui paisagens cinematográficas, um por do sol simplesmente inesquecível e um povo muito acolhedor e gentil. Além disso é bom saber que após o fim do apartheid o turismo é hoje um dos setores que mais cresce no país (temos muito a aprender com eles).


Quando ir: não existe necessariamente um mês ideal para conhecer a África do Sul - já que o país pode ser visitado durante todo o ano. Porém muitos recomendam os meses de outono ou inverno por terem menos chuvas e temperaturas mais agradáveis. Fizemos nossa viagem em junho - mês em que as temperaturas são mais amenas, em que é baixa temporada e quando ocorre a Ultramaratona mais famosa do mundo: a Comrades, na cidade de Durban. Tivemos a oportunidade de conhecer Cape Town, Durban, Joanesburgo, Suazilândia (um país independente circundado pela África do Sul) e o Kruger National Park - que falarei no post de hoje. Não há como pensar na África do Sul sem lembrar do seu maior e mais famoso parque. São mais de 20.000 leões, elefantes, rinocerontes e búfalos que podem ser vistos da janela do seu próprio carro.



Como chegar no Kruger Park: é possível chegar ao Kruger vindo de carro a partir de Joanesburgo, mas trata-se de uma viagem longa. São 500km de estradas bem conservadas, mas é importante lembrar que a mão é inglesa e o índice de acidentes no país não é tão baixo. Caso esta seja a opção, vale a pena incluir na viagem o Blyde River Canyon, um dos maiores o mundo e que fica no caminho para o parque. A melhor opção, na minha opinião, é por avião. Há dois aeroportos: um ao sul (KMI), na cidade de Nelspruit, e outro ao norte na cidade de Hoedspruit. O parque é imenso, por isso avalie bem as distâncias até o local escolhido para a hospedagem.




Onde se hospedar: o Kruger oferece hospedagem para todos os gostos e bolsos, há desde acampamentos simples até lodges ultra-luxuosos. Há ainda a possibilidade de ficar dentro do parque, nos chamados rest camps - um dos mais famosos e concorridos é o Lower Sabie, cuja privilegiada localização atrai não só turistas como elefantes e rinocerontes para as margens do rio Sabie. O sul do parque é a região mais visitada, a mais chuvosa e por isso a que abriga a maior quantidade de vida selvagem. Caso o seu orçamento permita, é possível ficar em reservas privadas próximas ao parque. Os animais são os mesmos, mas o luxo e a exclusividade são os diferenciais. Nós optamos por alugar uma casa na pacata cidade de Malelane, de cujo jardim podíamos observar o Kruger à nossa frente, separado apenas pelo rio Crocodilo. Foi inesquecível observar os elefantes da nossa piscina, e acordar com o barulho de hipopótamos atravessando o rio!












A experiência do meu primeiro Safari: um dos maiores diferenciais do Kruger é a possibilidade de andar pelo parque no seu próprio carro. Esta é uma das maiores experiências aqui - organizar o safári por conta própria! Sim, é muito seguro e a chance de sofrer um ataque selvagem é infinitamente menor que um acidente de trânsito no caminho para o parque. Mas são necessários alguns cuidados. Atente-se para os limites de velocidade, tenha um mapa detalhado das estradas do parque e não desça do veículo em áreas não autorizadas. Optamos por realizar primeiro um safári com guia, em carro aberto, e não nos arrependemos. Tivemos ali a oportunidade de entender o comportamento de alguns dos animais e dicas preciosas para aumentar a chance de vê-los novamente depois. Como os guias comunicam-se por rádio, fica mais fácil saber onde certos animais foram avistados. A dica principal é: safáris devem começar bem cedo, ainda de madrugada. Esta é a hora da ação, em que os animais estão mais ativos. Por isso prepare-se para o frio se você estiver num carro aberto como a gente! O ideal é já estarmos no portão do parque no seu horário de abertura, em torno de 5:30.







Uma experiência inesquecível: jantar ao ar livre no Kruger, após um safari noturno, sob a luz das estrelas e da lua. Quem organiza é a própria SanParks, administradora do parque. O passeio começa após o fechamento dos portões, então é como se o parque ficasse apenas para o nosso grupo! Tivemos muita sorte, pois foi neste safari que avistamos uma alcatéia de leões - com as nossas próprias lanternas. Com isso fechamos o famoso Big Five bem no nosso último dia no Kruger Park, que inclui o leão, o elefante, o búfalo, o leopardo (que vimos logo no primeiro dia de safari) e o rinoceronte. O guia nos disse que é quase impossível conseguir ver todos eles logo em uma primeira experiência pelo parque.




Dicas de onde comer: Logo que chegamos em Malelane, antes mesmo de deixarmos as malas na casa onde ficamos hospedados, resolvemos parar para almoçar no The Deck Restaurant. Ele é muito bem avaliado pelo Tripadvisor e já de cara tivemos nosso primeiro contato com a vida selvagem, pois uma manada de elefantes estava cruzando o rio que passa pelo local bem na hora!! Ficamos maravilhados com a proximidade dos animais bem na nossa frente. Realmente uma experiência impagável. E se você curte se aventurar também pelos sabores exóticos da culinária local quando está viajando, não deixe de experimentar a carne de antílope (kudu). Tem o sabor característico de carne de caça, mas lembra bem a carne bovina. Confesso que não morri de amores pelo sabor...mas ela é uma das carnes preferidas da região.



O que levar na mala: Sem dúvidas a primeira coisa que você deve comprar antes de ir é um bom binóculo. Com certeza ele é imprescindível para realizar um safari, pois muitos animais não se aproximam o suficiente do jipe, então a solução é observar-los mesmo que de longe com o binóculo. Além disso, existem também os animais que se aproximam mas que são mais ariscos ou então os lindos pássaros que ficam na parte mais alta das árvores. Outra coisa importante, mesmo se você for fazer o safari no verão, é levar alguma roupa de frio ou um bom casaco corta vento de preferência. Isso porque é necessário chegar no parque antes do sol nascer - e garanto que passei muito frio mesmo com o casaco. E ainda teve o fato de irmos em um carro aberto com direito a muito vento!! Ah, e não esqueça que assim como nós, você também pode querer fazer o safari noturno. Repelente e roupas confortáveis também fazem parte dos ítens que devemos levar. Lembrando que as roupas devem ser de preferência em tons terrosos e neutros, pois tudo o que não queremos é chamar a atenção dos animais com roupas coloridas e tons quentes e chamativos.







You Might Also Like

0 comentários

Popular Posts