Jeju: O pequeno paraíso tropical dos sul-coreanos

07:54:00

Incluir numa visita à Coréia do Sul apenas a sua capital, Seoul, é um dos erros mais comuns de quem visita o país. A Coréia tem muito mais a oferecer, e várias opções estão muito próximas à Seoul - como por exemplo as belas cidades de Danyang e Suwon que vivem num ritmo bem menos agitado que a vizinha capital. No entanto, decidimos ir um pouco mais longe e visitar o principal destino de férias e de lua-de-mel dos sul-coreanos: a ilha de Jeju-si, ou simplesmente Jeju. Para vocês terem uma idéia do que estou dizendo, há um aeroporto em Seoul (Gimpo) cujo terminal doméstico opera vôos exclusivamente para a ilha, com saídas a cada 15min. São várias as empresas aéreas (incluindo as maiores como Asiana e Air Korea) e os preços são de baixíssimo custo.


A ilha de Jeju fica ao sul do país, e ficou famosa entre os brasileiros quando em seu estádio nossa seleção de futebol disputou um dos jogos da primeira fase da copa de 2002. Suas atrações naturais são incríveis, e satisfazem todos os gostos: vulcões adormecidos, rios de lava subterrâneos e incontáveis trilhas para trekking no seu litoral. E ainda há as praias.


Com tantas opções, fica difícil montar um roteiro pela ilha. Primeiro, lembre-se: a ilha é muito maior do que parece. As distâncias são consideráveis (a ilha tem 1.849 km2) e as duas principais cidades, Jeju (onde fica o aeroporto) e Seogwipo estão separadas por 1h de carro. A segunda opção seria a melhor para hospedagem, mas acabamos ficando na primeira em função dos horários dos nossos vôos. Não nos arrependemos: escolhemos um belo hotel em frente à uma das principais praias da ilha, chamada Hamdeok.




Alugar um carro é essencial para conhecer bem os arredores. Há várias pequenas empresas, mas apenas algumas poucas que permitem a pré-reserva em inglês (tais como a sixt). Apenas não esqueça de pedir o GPS, já que aplicativos como googlemaps e waze não funcionam bem por aqui. E traga os números de telefone dos locais que você quer conhecer (isso mesmo: como os aparelhos de GPS são todos em coreano, a única forma de entrar com os dados de destino é através dos números de telefone...) Acreditem, funciona e não nos perdemos nenhuma vez.


Ficamos três noites em Jeju, com isso tivemos dois dias inteiros de passeio. Segue o nosso roteiro:

Conhecer um labirinto de plantas em um parque rodeado de belezas naturais: O Jeju kimnyong Maze Park é um dos locais que não pode ficar de fora para quem viaja com crianças. Nele podemos fazer a trilha pelo labirinto e ver quem consegue chegar primeiro no final. O local possui cascatas, muitas árvores e belos pássaros. As entradas podem ser adquiridas na hora no guichê de entrada. Vale conferir.






Conhecer uma caverna esculpida pela lava: a caverna de Manjaggul é hoje considerada patrimônio mundial pela Unesco. Trata-se de um túnel esculpido na rocha pela lava, com quase 14km de comprimento (destes, apenas 1km estão abertos para visitação). Há estalactites formadas pela lava e a amplitude térmica num dia de calor como o que fomos é inacreditável (saímos de 30 graus na superfície para 16 graus nos túneis). Então, mesmo sendo calor traga um agasalho leve.











Escalar um vulcão: próximo à Manjaggul fica um dos principais cartões postais de Jeju, o vulcão Seongsan Ilchul-bong. Localizado na costa leste da ilha, seu pico e cratera são acessíveis após uma curta trilha de 30min muito bem sinalizada. As vistas do alto são incríveis! Se você for realmente animado, venha de madrugada contemplar o nascer do sol lá do alto - um programa típico entre os sul-coreanos.












Fazer uma trilha no litoral: toda a costa de Jeju é mapeada para trilhas de trekking, e optamos por uma das mais cênicas. Próximo ao vulcão Seongsan fica Seopjikoji, uma bela região de encontro das rochas com o mar. Há um farol branco no alto da encosta. A trilha é curta, mas traga um guarda-chuva pois não há muitas sombras. É particularmente popular entre os sul-coreanos por ter sido cenário de um filme local bem conhecido.










Chegar no topo do ponto mais alto da Coréia: o monte Hallasan, com seus 1.950m de altura, domina o cenário da ilha e pode ser visto de qualquer ponto do litoral. Há diversas trilhas que levam até o topo, e optamos pela mais famosa (Yeongsil) que permite atingir o cume. Não é necessário equipamento especial, mas o caminho é em grande parte nas pedras e é necessário um bom preparo físico. Levamos cerca de 9h para a subida e descida. Infelizmente o cume estava cercado de nuvens e não vimos praticamente nada... mas a magia aqui está na bela floresta pelo caminho, no ar puro e no desafio.






Abaixo listamos os telefones dos locais que incluímos no nosso roteiro:
  • Manjanggul Caves: 7834818
  • Seongsan Ilchulbong: 7830959/ 7107923
  • Seopjikoji: 7604251/ 7820080
  • Monte Hallasan (Yeongsil): 7259950


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