Beijing - Roteiro 5 dias

10:40:00



Como chegamos em Pequim depois de Seoul, já estávamos de certa forma adaptados ao fuso horário asiático e conseguimos aproveitar bem a cidade desde o primeiro dia. Só não estávamos preparados para o calor: no verão, a temperatura beira fácil os 42 graus. E sempre com aquele céu meio azul/meio cinzento...

Já havíamos lido bastante coisa sobre os chineses, mas concluímos cedo que na verdade a famigerada "falta de educação" chinesa é na verdade um enorme abismo cultural. Vejam por exemplo a questão das filas: a maioria da população parece não entender o seu funcionamento, e vai tentar "furar" a sua frente constantemente. Não há, no entanto, a malícia que observamos aqui no Brasil em situações parecidas. Da mesma forma o trânsito, onde os sinais de pedestres são solenemente desrespeitados e a buzinação é contínua. Mas ninguém se altera, ninguém sai do sério e a vida continua assim.

Tome cuidado apenas com os taxistas - há algumas recomendações para você não ser ludibriado. Logo ao chegar no aeroporto, observará que há uma fila para pegar o táxi e um balcão próximo à fila. São serviços diferentes, apesar de não haver nenhuma informação clara quanto à isso. Fique apenas na fila e entre no próximo carro que estiver disponível quando for a sua vez. Os serviços do balcão são bem mais caros, apesar de serem essencialmente os mesmos. Segundo: tenha em mãos o nome e endereço do seu hotel, EM CHINÊS. Terceiro: sempre aponte para o taxímetro e faça sinal para ligá-lo. Se o motorista não ligar, simplesmente saia do carro. Quarto e último: entenda que na cidade, a maioria dos taxistas não param para atender turistas. Acabamos utilizando o metrô muito mais.

Quanto ao hotel, a regra para escolher é a seguinte: quanto mais perto da cidade proibida melhor, e se for do lado leste melhor ainda. Há opções para todos os gostos e bolsos, e ficamos numa região privilegiada entre a cidade proibida e a principal rua de compras da cidade, que foi nosso primeiro passeio do roteiro de 4 dias. Estas são as principais atrações:

Wangfujing Street: chegamos no final da tarde e ainda saímos para andar no calçadão da rua mais movimentada de Beijing. Há diversos shoppings por aqui, e gostamos muito do APM. Outro local que vale conhecer é a praça de alimentação do The Malls at Oriental Plaza. Mas o local realmente imperdível aqui é o Donghuamen Night Market, que fica escondido em um dos becos da rua e oferece aos visitantes o que há de mais exótico na culinária chinesa, de espetinhos de escorpiões vivos até bichos-da-seda fritos.






Praça da Paz Celestial: como nosso hotel ficava próximo, fomos a pé logo cedo pela manhã. A surpresa foi a fila gigantesca para passar no raio-x, quase desistimos! É isso mesmo, apesar da praça ser enorme (a maior do mundo), há controle de segurança em todos os seus acessos. No meio da praça fica o mausoléu onde o corpo embalsamado de Mao é exibido todas as manhãs. Um pouco mórbido, então pulamos esta parte. O museu nacional da China e o Parlamento chinês cercam a praça, assim como o impressionante portão que dá acesso à Cidade Proibida (Tian'an Men) com a foto de Mao. Foi daqui de cima que ele anunciou a fundação da República Popular da China, em 1949.

Cidade Proibida: este complexo magnífico de palácios, literalmente uma cidade, foi a casa dos imperadores chineses por mais de 500 anos. O ingresso pode ser comprado diretamente no local, e é bom reservar pelo menos uma manhã ou tarde inteira para conhecer o básico. Bem na sua entrada temos o lago (água dourada) que passa por baixo de cinco pontes de mármore e que faz referência ao cinturão de Jade utilizado pelos guardas imperiais do primeiro escalão, simbolizando as cinco virtudes do Confucionismo. No Hall da Harmonia Suprema podemos observar o trono de sândalo utilizado na coroação dos imperadores. Os pátios majestosos são imensos e se repetem no trajeto de visitação que só pode ser percorrido em um sentido. Como o calor também era enorme, acabamos nos cansando rapidamente - mas tivemos que ir bravamente até o final pois não é permitido "sair na metdade".










Grande Muralha: este é sem dúvida o ponto máximo de uma visita à China, e motivo que por si só justifica toda a viagem. As expectativas são muitas, e plenamente atendidas ainda no caminho, quando visualizamos as primeiras pedras da muralha e é impossível conter o alvoroço de todos! A muralha se estende por milhares de quilômetros, e os locais para visitação mais próximos ficam a cerca de 60km de Pequim. Optamos por ir no trecho mais conhecido e mais restaurado, na região de Badaling. Exatamente por isso, é também o mais cheio. Apesar das filas e do calor, é possível afastar-se da multidão e admirar o cenário espetacular. A maioria dos turistas opta por contratar um serviço de guia, que inclui as entradas, o transporte a partir da cidade e a visita à outra grande atração no caminho, as Tumbas Ming aonde estão enterrados alguns dos antigos imperadores da dinastia Ming. Há algumas desvantagens neste pacote duplo: uma visita obrigatória a uma fábrica de jade e uma casa de chá, obviamente com o objetivo dos turistas gastarem seus yuans. Mas mesmo estas partes do passeio podem acabar tornando-se interessantes. Para os mais aventureiros, há a opção de acordar bem cedo e ir por conta própria até a muralha utilizando o sistema de transporte público.


















Palácio de Verão: no terceiro dia, fomos de metrô até a magnífica residência de verão da família imperial, utilizada como refúgio contra o sufocante calor da cidade proibida. Este era também o local predileto da poderosa imperatriz Cixi. A vista do palácio a partir do lago Kunning é imperdível, por isso evite visitá-lo em dias com baixa visibilidade. Outro local imperdível é o seu famoso "Longo Corredor", com 728 metros de comprimento e mais de 8 mil pinturas diferentes que retratam as histórias clássicas da literatura chinesa. A chuva fininha teimou em cair o dia todo mas não atrapalhou o passeio, e pelo menos refrescou um pouquinho.








Templo do Céu: a visita começa no Tiantam Park, onde todos os dias cedo é possível acompanhar nos seus gramados as aulas de tai-chi-chuan. O templo do céu é a jóia do parque, e talvez o mais belo de toda a China. Era aqui que o imperador realizava anualmente os sacrifícios e orações durante o solstício de inverno. O Hall de oração pelas boas colheitas é a construção mais conhecida do conjunto, de formato circular e inacreditavelmente sustentada sem nenhuma viga. Logo em frente ao parque fica um dos mercados mais característico da cidade: Mercado das Pérolas. Apesar do nome, aqui é possível encontrar eletrônicos, cópias de bolsas e peças de vestuário de marca e até animais vivos para venda! Sem dúvida uma bela experiência.












Lama Temple: no nosso quinto e último dia em Pequim, ainda tivemos tempo de conhecer o mais importante templo budista da cidade. Liderado pelo Panchen Lama, que reconhece a autoridade do governo chinês, este templo faz parte da mesma linha de budismo tibetano ao qual pertence o Dalai Lama, que vive no exílio. Há cinco altares principais, que são visitados do sul para o norte (ou da terra para o céu). No último hall há uma gigantesca estátua do Buda, feita a partir de uma única peça de sândalo. O templo também foi originalmente residência de um imperador chinês, o que é lembrado pela estátua do leão imperial à frente do complexo.











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