Ilha de Páscoa - Roteiro de uma semana

17:40:00

Por quê conhecer a Ilha de Páscoa? Acho que um sonho antigo, uma curiosidade imensa e um espírito aventureiro nos trouxeram até aqui. Um desses lugares que você imagina só existirem nos livros de história, mas que de repente está ali na sua frente e te faz perceber o quanto somos pequenos nesse universo. O mistério que envolve a civilização da ilha e as famosas estátuas Moais nos deixam perplexos e fascinados ao percebermos como a humanidade ainda sabe tão pouco sobre o próprio passado e sua própria evolução. Aqui algumas dicas de como montamos nosso roteiro de uma semana pela ilha.







Logo na chegada fomos recebidos com muita alegria pelo dono da pousada onde nos hospedamos - Cabanas Christophe. Adoramos o lugar e deixo de dica para quem vier conhecer a ilha. O melhor de tudo é que além de nos buscar no aeroporto, ele também aluga carros para os turistas - meio de transporte ideal por aqui, uma vez que os principais pontos turísticos ficam bem afastados uns dos outros.





A ilha conta apenas com um pequeno aeroporto de onde parte um vôo diário de volta para Santiago. Lembre-se que esta ilha é uma das mais isoladas do planeta terra. São mais de 3 mil quilômetros até a civilização mais próxima. Ah, e não esqueçam de logo no desembarque comprarem o ingresso para o parque nacional, que aqui no aeroporto é mais barato.




Começamos pelo extinto vulcão Rano Kau. Hoje, no lugar de sua cratera, existe um enorme lago coberto por um tipo de vegetação que lembra um pântano. Ele fica em um dos pontos mais altos da ilha e a vista é maravilhosa. A maior parte do trajeto dá para ser feita de carro e o resto da trilha tem que ser feita a pé. Mas é uma caminhada bem tranquila de apenas alguns minutos que já vale a viagem até aqui. Próximo à cratera estão as ruínas de Orongo, lugar onde no passado ocorria a famosa prova do "homem-pássaro", na qual o vencedor tornava-se o líder da tribo.








Após conhecer o vulcão e Orongo, fomos ver as primeiras estátuas moais do dia. Muita empolgação e curiosidade nos trouxeram até os primeiros que visitamos - Ahu Akivi. São as únicas estátuas moais voltadas para o mar, e as mais distantes do litoral. Quando estamos diante delas, sentimos o tempo parar e uma paz infinita toma conta de nós. O estresse do dia a dia e a correria das grandes cidades parecem inexistentes. É o lugar perfeito para quem quer repor as energias e esquecer da vida agitada, nem que seja por alguns dias apenas.




A gastronomia, é outro ponto forte da Ilha de Páscoa. Apesar de ter pouquíssimos restaurantes e apenas um café e sorveteria - Mikafé - (que fomos todos os dias em que estivemos aqui), a comida é espetacular. Muito peixe, camarão, ceviche e até massas, e os pratos são sempre enfeitados de forma impecável. Conseguimos também fazer reserva para jantar no único restaurante japonês da ilha - Kotaro. Ele possui apenas duas mesas grandes e o dono - e também sushiman - prepara os pratos na hora, contando com a ajuda de apenas uma auxiliar.








Dois outros lugares que não podem ficar de fora são: a "Fábrica'"- Rano Raraku - lugar onde as estátuas eram feitas para depois serem levadas para vários pontos da ilha; e os moais enfileirados próximos à fábrica - Ahu Tongariki. São quinze estátuas gigantescas próximas ao mar e as mais bonitas na minha opinião.













A ilha possui apenas uma pequena praia, Anakena, também decorada com sua fileira de estátuas moais. A água é gelada, mas a paisagem não deixa dúvidas de que estamos na Polinésia! O lugar é lindo e ideal para relaxar ou fazer um piquenique.





Outra atração que deixo como dica é assistir ao show de dança polinésia em Hanga Roa - escolhemos o Bellet Kari Kari. Os ingressos podem ser comprados no dia mesmo um pouco antes da apresentação sem ser necessário fazer reservas. Após o show ainda tivemos a oportunidade de tirar fotos com os dançarinos. Se você for tímido, não se sente na primeira fileira, pois eles tiram as pessoas para dançarem no palco!








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